-E essa novela da globo?

-Qual? Essa que tem traficante?

-Não, essa é a da Record. A que eu to falando é a que tem a mocinha, filha da Regina Duarte.

-Aaaahhh, sei…eu vi sobre essa novela naquele programa que passa sobre todas as novelas.

- Vixe, já tá misturando de novo…

-Tá, mas o que tu queria falar dessa novela?

- É que eu acho muito boa a idéia dessa campanha que eles ‘tão fazendo.

- Dos cegos?

-Não! Já tá confundindo de novo! É a campanha com as crianças.

- Ah ta, saiu até matéria no Fantástico.

- Ai,ai… saiu no Repórter record…

- Ãh?

- É, foi no Repórter Record, a Globo até tentou copiar o tema, mas não deu certo.

- Que nem daquela vez quando eles falaram daquele político do Amazonas.

-Aí não, dessa vez quem copiou foi a Record.

- Opa, eu acho que foi a Globo que copiou.

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E assim gira a roda da TV brasileira.

Fato.

Essa veio do blog: www.quadrinhosgonzo.wordpress.com

 

As férias tem sido exaustivas. Fora todas as atividades no Coletivo Difusão, tô cursando uma matéria de curso de férias chamada Marketing Político. Tivemos que fazer um artigo opinativo sobre escândalo político. Escolhi falar do Berlusconi. O resultado vou dividir aqui com vocês:

Berlusconi, o escândalo por excelência.

Nos anais da imprensa política sempre há espaço para o escândalo, mas nos últimos anos um personagem firmou cadeira cativa no noticiário mundial: Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano. Justamente por ser pródigo em envolver-se em escândalos, Berlusconi tem no currículo os mais variados casos, sexuais, financeiros e de poder.

O que intriga a imprensa mundial e parte da mídia italiana é a capacidade que o primeiro-ministro tem de se manter imune em meio a tantas polêmicas. Berlusconi concentra o poder político, econômico e midiático na Itália há pelo menos 15 anos. Dono da maior fortuna da Itália, listado como o vigésimo homem mais rico do mundo, controla seis dos principais canais privados da Itália e as redes públicas de TV. O poder e a fortuna do premiê só tiveram a crescer durante os períodos em que ele ocupou o lugar de primeiro-ministro (atualmente ele exerce o terceiro mandato).

Diferente do que reza a cartilha dos políticos envolvidos em escândalos, o primeiro-ministro da Itália não se recolhe da vida pública, não presta esclarecimentos e quando os faz são constantemente desmentidos. Para se ver livre da enxurrada de processos contra ele, Berlusconi tentou aprovar o Lodo Alfano, uma lei que garantiria imunidade ao primeiro-ministro e aos presidentes da República, do Senado e da Câmara durante o exercício do mandato. À época somente Berlusconi se beneficiaria da lei.

Ora, se nos dias atuais um escândalo político não pode ser dissociado de um escândalo midiático, a situação de Berlusconi não é assim tão adversa. Com seu império midiático o premiê pode salvaguardar sua imagem interna na Itália, desviando as discussões sobre sua vida da esfera pública, ao mesmo tempo em que explora a situação adversa de seu país.

A Itália hoje detém a terceira maior dívida pública do planeta e o déficit das contas públicas está na casa dos 3% do PIB. Assim como diversos outros países europeus, a Itália sofre com o aumento da imigração e as perdas de postos de trabalho para os estrangeiros ilegais.

Para isso a resposta do primeiro-ministro são medidas paliativas como a legalização dos imigrantes ilegais (o que fez com que o índice de desemprego diminuísse), o aumento de benefícios sociais (aumento da aposentadoria, pagamento de mil euros por cada recém-nascido) e diminuição dos impostos sobre salários e sobre as empresas.

As medidas tomadas por Berlusconi no campo econômico servem para aliviar a tensão, sobre o cidadão italiano, da estagnação da economia. Mas principalmente ajuda-o a afastar a atenção de suas proezas enquanto trava uma guerra com a magistratura italiana.

A Lodo Alfano foi uma resposta de aliados do primeiro-ministro a um processo a que este responde por corrupção. Berlusconi caminhava para a condenação no processo criminal no qual é acusado de ter comprado por US$ 600 mil o silêncio do advogado inglês David Mills, que teria recebido o dinheiro para livrar o premiê das acusações de corrupção de agentes da Guarda de Finanças e de criar um ilegal e secreto fundo de investimentos, conhecido por All Iberian.

A Suprema Corte Italiana barrou a criação da lei alegando inconstitucionalidade. Berlusconi revidou chamando os juízes de comunistas e de fazerem parte de um complô, em conjunto com a mídia, para derrubá-lo do poder.

Todos esses capítulos na novela de escândalos berlusconiana podem ser explicados a vista da Teoria dos Escândalos Políticos Midíaticos de John Thompson. O que não se explica é a resistência da imagem de Berlusconi. Os únicos golpes que a imagem deste sofreu podem ter sido dados recentemente com a aparição dos escândalos sexuais: sua mulher, Veronica Lario, pediu divórcio e a aprovação ao seu governo caiu 17% no último ano.

É certo que o premiê italiano já tem o seu lugar na história da política mundial, Berlusconi foi provavelmente o governante que passou a maior parte de seu tempo no poder sendo associado a casos escusos, escândalos de toda ordem e associações e alianças com figuras obscuras da vida italiana. O que resta saber é como esta figura inusitada, esse sujeito histriônico e fanfarrão conseguiu, ainda assim se manter por tanto tempo imune às catástrofes em sua imagem pública.

E é isso.

E como diria um amigo: beijobeijo me tuita.

P.S.: Tô sem tempo de compartilhar algum vídeo com vocês, talvez quando eu voltar aqui pra falar da nota pelo trabalho eu traga algo.

Chegamos a Mostra de Videodança III…

O tempo passa rápido…o gosto pelas reticências não muda…

E mais o link pra ficar na overdose:

P.S.: O legal é que no dia 20, domingo, o Coletivo Difusão vai inserir na programação da Mostra o lançamento da edição extra do Nheengatu, o jornal-laboratório do Curso de Comunicação Social da Ufam. Essa edição foi feita pelos alunos do 2° período (sim, dêem um desconto) tendo como campo de trabalho exclusivamente a Comunidade Parque São Pedro (antiga invasão da Cárbras).

Isso é tudo,pessoal.

Quase quatro meses sem postar…tempo hein?

Mas depois a gente conversa sobre isso, ok?

Quero compartilhar com vocês um cordel que eu recebi por emeio…Bom, como o conteúdo é pesado não sei se fica no ar…pra quem puder curtir enquanto isso, aproveitem…

Vida e Desgraça dos irmãos caras-de-pau

Autor: José do Pagode

1ª e única edição

Amigos e amigas de Manaus

Eis aqui uma história banal

De uma gente maligna

Diria mesmo marginal

Com vocês, digníssimos

A saga dos irmãos cara-de-pau

Foi uma história dos vera

Todo mundo agora fala

Deu até no Fantástico

Agora ninguém se cala

Foi tanto o absurdo

A coisa acabou em bala

Tudo ia tão bem

No programa de televisão

O Canal Livre era tido

Como um baita programao

Feito pra defender o pobre

Da miséria e opressão

Era um circo ao vivo

Controlando a audiência

Gente humilde e honesta

Iam lá pedir clemência

E os irmãos os acolhiam

Uma grande demência

Pois por trás de tudo isso

As propinas corriam soltas

Os bandidos até faziam

Propagandas marotas

E quem não entrasse no jogo

Veria a vida ficar tosca

Eram três os destemidos

Que falavam ao microfone

Wallace o mais gordinho

Mais parecia um clone

Do seu irmão Fausto

Do mesmo sobrenome

Carlos era o terceiro

Um trio parada dura

Que ofendia bandido

Com eles não tinha frescura

Era berro e valentia

Prometiam até surra

Com tanta valentia

Todo mundo tava assombrado

Como podem estes caras

Serem tão aloprados

Afrontando a bandidagem

Todos ouviam seus brados

Foi numa dessas reviravoltas

Que a vida dá na gente

Os irmãos começaram

A ajudar delinqüente

E nisso entraram mal

E aja batata quente

Tudo se degringolou

Quando o filho Rafael

Não teve o que fazer

E se meteu num escarcéu

Entrando de cabeça

Só mesmo um beleléu

Pra entrar numa fria

Este menino danado

Se meteu com marginal

Era pra ficar ferrado

E deu no que deu

Agora está enjaulado

Hoje sabemos nós

Da organização criminosa

Que eles mantinham

De forma pecaminosa

Através do Canal Livre

Uma coisa vergonhosa

O programa deu cacife

Pra eles um prato cheio

Bandido bom é bandido morto

A frase era um recheio

Pra atrair criminoso

Como na hora do recreio

Em 2005 aconteceu

A casa começa a ruir

A Operação Centurião

Fez a tudo denegrir

O telhado tava furado

A honra vai cair

Honra dos irmãos Souza

Que teve um baque mortal

E era só o começo

De um enredo infernal

Que os tornava desde então

Farinha do mesmo mal

Do Mal que atacavam

Na telinha da TV

Agora meus irmãos

Quero ver como vai ser

Mexeram com o crime

O mal vai aparecer

Esta Operação policial

De estirpe Federal

Foi apenas o estopim

Num processo descomunal

Que continua prendendo

Em escala fenomenal

É grande a calamidade

Que a todos estarreceu

Como poderíamos entender

A tudo que se sucedeu?

Por isso o ditado é certo

Tem o diabo e o bom Deus

A farsa foi pro espaço

Quando prenderam o Moa

Sujeito que sabia de tudo

Feito um café que se côa

E se toma com prazer

Acompanhado de broa

Moa foi logo falando

Que conhecia aquela gente

E com o Wallace falava

Na piscina de água quente

Não tinham como negar

O depoimento consistente

E não ficou nisso apenas

Por mais que Wallace negasse

Apareceu uma foto nítida

Caiu por terra o disfarce

Os justiceiros agora

Tinham manchado a face

De escutas telefônicas

E depoimentos inegáveis

A ficha dos irmãos caiu

Eram inconciliáveis

E todas as acusações

Ficaram irrefutáveis

Moa foi a primeira

40º Graus a segunda

De operação a operação

Da Federal oriundas

O telhado de vidro quebrou

Em cima de um corcunda

Wallace, o pai preso

Depois do filho Rafael

Fausto e Carlos na vez

De conhecer o mausoléu

Chamado penitenciária

Onde pequeno fica o céu

Vidas foram ceifadas

Corpos mostrados queimando

Todo mal se perpetrava

E a televisão mostrando

Tudo material forjado

De um programa insano

Vou listar alguns nomes

De gente muito boa

Zé Roberto, Bebetinho

E aquele tal de Moa

Para vocês verem

Que não escrevo a toa

Para nossa tristeza geral

Isso aconteceu em Manaus

E estamos abismados

Com todos esses maus

Pessoas de péssima índole

Que transformam a vida em caos

Agora só nos resta

Aprender uma lição

Gente tenha cuidado

Pobre prestemos atenção

Na mão com a palmatória

Eu não vou bater mais não

Não vou me deixar enganar

Por gente enviada do cão

Que pode se vestir bem

E me passar um safanão

Deus de proteja na vida

Disso tudo e assombração

Por essas e por outras

Que este Canal Livre

Agora virou passado

Aos irmãos deixou em riste

De Livre que tinha no nome

De preso os deixou triste

Eu não posso me queixar

Como poeta popular

Assunto é que não falta

Para poder abarcar

Com tanto falcatrua

O cordel custa a findar

Para ficar bem baratinho

E você poder brindar

Ao autor com sua leitura

Estes versos vou acabar

Pague o quanto for preciso

Queira ao trovador ajudar.

Extra! Extra! Caro leitor

Prenderam o vice-prefeito

Um dos irmãos coragem

Agora não tem mais jeito

Está repleta a carceragem

Cadeia neles: Bem feito!

Para findar de vez a obra

Esclareço para quem quiser

Prefiro o anonimato

Neste tema, viu mulher

Não sou besta nem nada

Minha vida quero de pé

Sem mais por hoje…

TCHAU!

O dia da criação

Macho e fêmea os criou.
Bíblia: Gênese, 1, 27

I

 

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

 

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.

(…)

*****************************************************************

Apesar de não ser…

As pessoas têm voltado a ler o blog…legal…
Hoje estou reticente…e daí?

Vou linkar o Catunda hoje. Foi o segundo filme do qual eu participei da produção. O segundo feito pela turma do curso básico de cinema e vídeo do Claudio Santoro em 2005:

P.S.: linko depois….o servidor da ufam não aceita que a gente acesse o youtube daqui…

P.P.S.: O autor do poema é o Vinicius de Morais.

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